Uma noite, eu estava sentado na cama do meu quarto de hotel, em Bunker Hill, bem no meio de Los Angeles. Era uma noite importante na minha vida, porque eu precisava tomar uma decisão quanto ao hotel. Ou eu pagava ou eu saía: era o que dizia o bilhete, o bilhete que a senhoria havia colocado debaixo da minha porta. Um grande problema, que merecia atenção aguda. Eu o resolvi apagando a luz e indo para a cama.” Jhon Fante em Pergunte ao Pó ( ask the dust)
07/12/11
Começo
Foi assim chegando rápido seu cheiro era uma coisa boa e medrosa. não sabia o que esperar daquela empreitada tinha medos outros e enormes que me cercavam diante daquela cena a brisa da noite lembrava mamãe a brisa da noite também lembrava mulher bebíamos muito e tentávamos muito não éramos o que queríamos estava longe o momento de correr a hora era certa suor em minha pele cheiro em minha pele aqueles olhos grandes pedindo que eu ajude a saber que eu ajude a ser ontem eu tive medo deste corpo exposto e solto saber o jeito de tocar para não machucar parecia fácil se não me cortasse os dedos quanto maior a vontade maior o cuidado maior o desejo de ter nascido dias atrás e ter feito tudo ontem uma noite de várias esperas de vários significados que teimamos em não interpretar em nós o desejo do outro o medo do menino sem querer o da menina o da menina sem entender o do menino o corpo era dividido eis ai é isto
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